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Projeto da Anatel transforma TV Box pirata em PCs para escolas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou no site gov.br, na terça-feira (8), que está homologando receptores de TV Box retidos pela Receita Federal do Brasil (RFB). Esses dispositivos, vendidos ilegalmente para recepção de IPTV pirata, estão sendo convertidos em minicomputadores pelo Projeto Além do Horizonte, e entregues a escolas públicas. Periféricos como mouse e teclados são obtidos de outras operações da RFB.

Concebido por funcionários da Receita Federal do estado de Minas Gerais, o projeto social já fez a transformação digital de 745 aparelhos, que de outra forma seriam descartados, em computadores. Embora não entreguem um desempenho semelhante a um modelo original, essas máquinas são capazes de rodar editores de texto, planilhas eletrônicas, além de navegar pela internet.

Sobre o Projeto Além do Horizonte

Fonte: Projeto Além do Horizonte/Facebook/Reprodução.

Fonte: Projeto Além do Horizonte/Facebook/Reprodução.Fonte:  Projeto Além do Horizonte/Facebook 

Resultado de uma parceria entre a Receita Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e outras instituições de ensino superior, o Projeto Além do Horizonte tem como princípios a sustentabilidade, a originalidade, a relevância social e a possibilidade de trabalho em rede. Além da conversão de TV Boxes em PCs, a iniciativa desenvolve produtos para plataformas de reabilitação remota, robótica nas escolas e triagem SUS.

Quando recebem os receptores de sinais apreendidos pelos fiscais da Anatel, RFB e Ancine, os alunos das universidades e do Instituto Federal do Sul de Minas retiram, inicialmente, o software que dá acesso ilegal aos satélites e bloqueiam os aparelhos para que não possam mais ser utilizados da forma original. Em seguida, o dispositivo é reconfigurado como miniPC com a instalação de um sistema operacional, que pode ser um Windows leve ou o Linux.

Fonte: TecMundo

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Anatel aprova uso de Wi-Fi nas frequências 6 GHz e 7 GHz

Novas faixas devem garantir redes menos congestionadas e melhorar a conectividade dos usuários

A Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel – aprovou, na semana passada, o uso de Wi-Fi nas faixas de frequência de 5,9 GHz e 7,1 GHz. Trata-se de uma medida importante para garantir a adequação do Brasil aos novos padrões de internet sem fio.

Atualmente, o país permite que dispositivos Wi-Fi operem nas frequências 2,4 GHz e 5 GHz. Quanto menor a faixa, maior o alcance do sinal. Por outro lado, pior é o desempenho. Com a decisão da Anatel, os roteadores poderão futuramente acessar redes menos suscetíveis a congestionamentos e com capacidade de processar um maior volume de dados durante as conexões.

Isso vai depender, no entanto, da integração do Wi-Fi de 6 GHz com a tecnologia do Wi-Fi 6. Vale lembrar que os dois termos descrevem coisas diferentes. O Wi-fi corresponde a evolução da tecnologia que promete mais velocidade e suporte a um número maior de dispositivos simultaneamente. Já o Wi-fi de 6 GHz configura apenas a nova frequência aprovada pela Anatel e órgãos reguladores de outros países.

A combinação desses dois recursos dará origem a um novo padrão de internet sem fio chamado Wi-Fi 6 E. A expectativa da Wi-Fi Alliance é que esse novo padrão possa beneficiar múltiplos setores da sociedade a partir do aprimoramento do suporte a serviços de realidade virtual e realidade aumentada, assim como streamings de conteúdo em alta resolução, videoconferências, entre outros.

O Wi-Fi 6 utiliza espectro não-licenciado, ou seja, não existe a necessidade de um operador da faixa, permitindo que qualquer usuário possa utilizar as faixas de frequência com seu próprio equipamento.

Regulamentação

O Conselho da Anatel estabeleceu um período de 90 dias para discutir questões técnicas e as condições de uso das frequências de 6 GHz e 7 GHz. Vale lembrar, no entanto, que União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), prevê a discussão do uso da faixa de 7 GHz para a tecnologia 5G somente em 2023.

Para a agência, no entanto, as discussões no país devem continuar “a despeito de encaminhamento, em âmbito internacional, de estudo para eventual atribuição da faixa de 7.025-7.125 MHz para uso por serviços móveis (IMT), cuja previsão de conclusão é 2023”.

Fonte: Olhar Digital